
Na orla de outras florestas tropicais. Fronteira do Brasil com a Argentina: 275 cascatas ao longo de 2,5 km. Matando saudades da Garganta do Diabo: 90 metros em queda a pique.

Na orla de outras florestas tropicais. Fronteira do Brasil com a Argentina: 275 cascatas ao longo de 2,5 km. Matando saudades da Garganta do Diabo: 90 metros em queda a pique.

O bondinho do Bairro de Santa Teresa, as praias de Copacabana, os braços abertos do Corcovado a 710m de altura, o morro do Pão de Açúcar e os recôncavos das enseadas... enfim: o Rio de Janeiro.

Esta foto foi tirada em 2004 pelo Jim, com a sua especialíssima Nikon D50. Nela vê-se a pequena Capela de São Pedro dos Pescadores, em Fernando de Noronha, um lugar com um quê de alado, especialmente quando olhada assim, no recorte em contra-luz, no cabeço sobranceiro onde a costa do Nordeste faz dobra e o Atlântico se rasga adiante, espelhando a vertigem da vastidão líquida. Fica situada na parte alta da região da Ilha conhecida entre os ilhéus como "Air France" porque foi nesse local que, em 1927, se instalaram os franceses da Cia. Generale Aeropostale, (antecessora da Air France) para fornecer suporte à navegação aérea.
As portas da capela só se abrem uma única vez por ano no Dia de São Pedro, quando daí parte a "Buscada Marítima", coração da festa em louvor ao patrono dos pescadores.
Faz de conta que as ironias da vida não existem, que tudo é só mesmo muita coincidência e que apenas por obra de mero acaso hoje me lembrei de voltar a esta fotografia guardada.
* Foto: Jim Sk.


Já está de portas abertas ao público, na Casa França Brasil, desde Abril, mas não pude visitá-la mais cedo. Recomendo vivamente. A mostra “Women Are Heroes” é parte de um projecto mais abrangente, “28 Millimeters”, do fotógrafo francês J.R. desenvolvido nas periferias urbanas de Paris, Israel e Palestina. No Brasil, as fotos foram tiradas no Morro da Providência, o primeiro de que reza a história do Rio de Janeiro.
Tal como sucedeu nos lugares-cenário anteriores, as fotografias foram ampliadas para tamanhos gigantescos e extravazaram o espaço onde a mostra está patente. Impressionante olhá-las penduradas nas fachada de prédios e espaços públicos do Centro do Rio. A revestirem as paredes da Sala Cecília Meireles e os Arcos da Lapa, por exemplo, são de uma força arrepiante.

O vôo 447, Rio de Janeiro/Paris, da Air France está desaparecido e até ao momento ninguém faz a menor ideia onde encontrá-lo ou do que possa ter acontecido.
* foto: André G.
Vídeo oficial das Festas de Lisboa 09, para a EGEAC.
Junho: mês da Cidade de Lisboa. Época das Marchas Populares, com direito a desfile na Avenida da Liberdade, dos tronos ou altares a Santo António, dos mangericos, da sardinha e do chouriço assados na brasa, do caldo verde e dos jarros de barro com vinho tinto, dos arcos e balões, do fado e das guitarras, dos Arraiais Populares e dos bailaricos pelos becos e vielas dos bairros tradicionais, acordados até de madrugada.
Corazón Loco
Se Me Olvidó Que Te Olvidé
Vete De Mi
Diego el Cigala com Bebo Valdés ao piano, Javier Colina no contrabaixo e as mãos de Israel Porrina, el "Piraña", na percussão. Os três temas estão no DVD Blanco y Negro - Bebo y Cigala en vivo, dirigido por Fernando Trueba e editado pela Calle 54 Records.
Canção de Aldir Blanc e João Bosco, que a canta aqui. Há também uma versão original, com a música decapitada mais ao osso, numa gravação dos anos 70, para a então TV Bandeirantes.
Apesar de pobre e sem sal, este clip soa-me sempre mais próximo à fímbria da composição, tal e qual ela vem perdurando aos dias, espécie de hino cigano a fazer sentido (talvez!... quem vai saber?!) somente entre os da mesma laia. Assim como assim, seja lá como fôr, fica aqui largada ao meio da semana. Simplesmente assim, sem precisão de muito "quê-nem-porquê",. Espécie de dedicatória em viés aos que alçam asa e partem e aos que, na ausência de uma coragem gémea, por cá vão ficando ainda que já partidos, há muito, muito tempo atrás.
Na aproximação do fim-de-semana, fica o registo de um grande momento ao vivo: Ray Lema, com Etienne Mbappe no baixo e Francis Lassus na bateria.
Entrevista com Fernando Nobre, presidente da AMI – Assistência Médica Internacional, este ano a celebrar o 25º aniversário, no programa Sociedade Civil, emitido ontem pela RTP2.